Academia Evangélica de Letras do Distrito Federal

Data de nascimento: 18/01/1970
Naturalidade: Rio de Janeiro/RJ
Ano que veio para Brasília: 2002
Formação Superior: Teologia, Letras e Linguística
Cargo que exerce: Assessor na Presidência da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pastor no Presbitério Distrito Federal (PDFL) da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (IPI).
Contato: sandroxavier.com.br e revsandro@yahoo.de
Sandro Xavier da Silva
Nome Literário: SANDRO XAVIER
Patrono: John Lawrence Miller

Com convivência no mundo eclesial e eclesiástico desde a mais tenra idade, Sandro Xavier já participava da liderança da igreja nos departamentos desde a infância. A paixão pelas letras vem desde o início da vida, tendo aprendido a ler já com 2 anos de idade, fascinado pela leitura de revistas em quadrinhos e com estímulo para acompanhar o texto bíblico com sua avó paterna, Izaura Brito.

Na vida militar, como integrante do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN), foi praça escrevente, aprendendo a importância da padronização de documentos e normas.

Na vida acadêmica, iniciou os estudos pela faculdade de teologia, tendo se formado pela Universidade Metodista Bennett, no Rio de Janeiro, como bacharel. Depois seguiu pelo rumo das letras, iniciando o curso de português/alemão e suas literaturas, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), de onde se transferiu para a Universidade de Brasília (UnB), para o curso de licenciatura em português e suas literaturas, por ter sido convidado para pastorear a Igreja Presbiteriana Unida (IPU) de Brasília. Prosseguiu seus estudos acadêmicos com o mestrado e o doutorado em linguística, também na UnB. Período em que também lecionou na Faculdade de Ceilândia, da UnB, disciplinas como Leitura e produção de textos acadêmicos, Análise do discurso da Saúde e Redação oficial, entre outras.

Obteve o título de doutor honoris causa em Divindade, concedido pela Faculdade de Teologia Oriente (2008); e de doutor em Ministério, pela Harvesters School of Ministry – Theological Seminary (2016).

Atua como revisor, tendo trabalhado no jornal Correio Braziliense, e é membro do Núcleo de Linguagem e Sociedade (Nelis) da UnB, bem como da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (Abib).

Como pesquisador da área de discurso, produz com foco em violência, gênero, abuso infantil, tendo cunhado termos como “ressilenciamento”, “agenciação”, “norma padronizada” e “gerundização” em seus trabalhos publicados.

Na área de teologia, pesquisa e produz com direcionamento para a liturgia, a homilética e reflexões bíblicas, tendo atuado como assessor de juventude, de liturgia e participado de organizações como o Conselho Latino-Americano de Igrejas (Clai) e o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), com representação nacional e internacional, a partir de confecção de programas litúrgicos, palestras, sermões e representações, inclusive em duas Campanhas da Fraternidade Ecumênica (2005 e 2010).

Produz a coluna “Mandando a Letra”, que foi publicada por quatro anos no Jornal de Brasília, que está sendo publicada na página sandroxavier.com.br; e o quadro “Desenrolando a Língua”, veiculado, ainda, na Rádio Tupi do Rio de Janeiro, que também pode ser encontrada em podcast no Spotify e outras plataformas.

Edita, também, a página Calendário Litúrgico Reformado, com comentários das leituras semanais do lecionário reformado escritos e em vídeos.

Minhas Obras

A Liturgia Reformada: história, momentos no culto e inovações
(Multifoco, 2016). A falta de identidade litúrgica nas igrejas reformadas traz problemas graves no tocante ao uso de tradições antagônicas ou mesmo de práticas de entretenimento alheias ao mundo cristão. Como caminho para uma breve reflexão sobre a Liturgia Reformada, proponho, em três capítulos, o seguinte: fazer uma abordagem histórica que nos traga compreensão das variações de nosso programa litúrgico (1); propor um esquema básico e demonstrar as dinâmicas dos momentos específicos de uma celebração reformada (2); e levantar questões sobre as dinâmicas para o nosso culto reformado hoje, particularmente no Brasil, e alguns desafios que se levantam especialmente pela ascensão do universo tecnológico em nosso mundo (3).
O papai me machucou: Abuso infantil – Terapia – ADC
(Multifoco, 2021 – No prelo). Trata da análise de discurso crítica (ADC) de relatos feitos por terapeutas que trabalham especificamente com a violência sexual direcionada a crianças e adolescentes. A abordagem é feita com o mergulho nas palavras, afirmações, termos e práticas sociais que envolvem o tema. O livro mostra uma realidade ainda velada que ocorre em muitas casas do nosso país e que conta com muita dificuldade para superá-la. O autor mostra o problema do silenciamento em torno do abuso infantil e como isso ainda é uma estratégia utilizada até mesmo pelos violentadores. Mostra-se, ainda, mais difícil de superar a situação do ressilenciamento, fenômeno que se verifica naquelas crianças que tentam denunciar seu caso, mas que são silenciadas novamente, entrando em uma situação de não acreditar mais que seu abuso possa ser interrompido.
“Novo Acordo Ortográfico” (em SATO, SILVA e BATISTA JR. Leitura e produção de textos acadêmicos – Edufpi, 2011)
Nesse livro organizado por Denise Tamaê, Francisco das Chagas e José Ribamar Júnior, falo um pouco, no capítulo 8, das regras que foram mudadas a partir do estabelecimento do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Lá vamos refletir sobre um pouco do que é o acordo, suas intenções e, efetivamente, o que ele não é, para retirar um pouco das ideias errôneas que foram levantadas sobre ele. As bases e algumas dicas para entender, com exemplos e orientações, seguem ao longo do texto.
“A liturgia não é (ainda) um artefato arqueológico” (em AGUIAR e LEITE. Protestantismo em perspectiva – IPU, 2019).
O texto reflete sobre a situação da liturgia, hoje, nas nossas igrejas. Muitas pessoas olham para a orientação de um ritual que abarque os momentos necessários, as possibilidades e aqueles que não podem ser esquecidos com um pouco de medo do rigor e da sisudez que algumas vezes isso pode representar. Entretanto, obedecer uma ordem e conhecer o espírito de cada momento é somente uma forma de entender o ritual e saber o que nos une como corpo de Cristo e como cristãos reformados. Dessa forma, não é necessário que o culto seja marcado por uma liturgia pesada só porque os liturgistas e os mestres de cerimônia têm em mente uma organização clássica do ritual. Essa ordem e esse espírito dos momentos podem ser realizados com as dinâmicas e práticas intrínsecas à comunidade em que se celebra.
“João Calvino e a Criação da Gênese” (em Revista Faces Teologia – Vol. 2, nº 2, Ano 2, mai/2021).
O artigo foi escrito buscando uma forma de interpretar as escrituras à luz da forma como João Calvino o fez. Dessa forma, encontra-se uma maneira de Deus criar e estimular uma convivência de colaboração entre a criação, os seres e ele mesmo.
“O dilema da formação acadêmica e pastoral” (em Revista Faces Teologia – Vol. 1, nº 1, Ano 1, dez/2020).
O artigo fala da dificuldade que o candidato ao ministério pastoral vive ao entrar no mundo acadêmico e confrontar suas posições de fé. No texto, busco mostrar que esse conflito faz parte de um amadurecimento e que a dicotomia apontada por muitos não deveria ser empecilho para uma boa prática pastora, aliás, isso deveria ser o contrário.